quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pátria Madrasta Vil (Clarice Zeitel Vianna Silva)


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’.
Esta redação de Clarice foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.
Vejam a seguir o texto dela… ainda há boa luz no fim do túnel-Brasil !


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

sábado, 15 de agosto de 2009

O PSOL não vai se calar diante da corrupção

Protesto do PSOL pelo "Fora Sarney" é marcado por violência de policiais em Brasília



Cerca de dez militantes do PSOL, que seguravam uma faixa com os dizeres "Fora Sarney e todos os corruptos", foram retirados com violência pela Polícia Militar do Distrito Federal e seguranças em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, na tarde desta quarta-feira, 12/08/2009. Os policiais usaram cassetetes, feriram os manifestantes e só se contiveram com a chegada do senador José Nery e dos deputados federais Chico Alencar (PSOL/RJ) e Ivan Valente (PSOL/SP).

Entre os manifestantes, estava o presidente do PSOL no DF, Toninho Andrade. Ele conta que, apesar da repressão, o objetivo do protesto foi cumprido. "Mostramos a nação que o PSOL não vai se calar diante das denúncias de corrupção no parlamento brasileiro", disse. Toninho teve o dedo da mão machucado durante a ação da polícia.

Segundo ele, n
um primeiro momento, os vigilantes tentaram rasgar a faixa e conseguiram retirá-la das mãos dos militantes à força. Em seguida, a Polícia Militar do DF chegou para ampliar a repressão. "Um dos PM's usou covardemente um instrumento de descarga elétrica contra nós", afirmou. Com a interferência dos parlamentares, a faixa foi devolvida e estendida no gramado em frente ao Congresso.

Logo após o protesto, o dirigente do PSOL, Rodrigo Pereira e mais um manifestante foram detidos dentro do Senado e encaminhados para a Polícia Legislativa. Foram liberados minutos de
pois após negociação também intermediada por Nery, Chico e Ivan.

Atos na quinta-feira 13, às 10h, vários movimentos, partidos e entidades se reúnem na sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília, para declararem a insatisfação com a crise no Senado e pelo afastamento de José Sarney.

Já na sexta
, a partir das 14h, a Conlutas, Intersindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), PSOL e outras entidades e movimentos sociais farão uma caminhada da Torre de TV até o Ministério da Fazenda, onde integrantes do MST estão acampados, também pelo "Fora Sarney" e moralização da política. E sábado as manifestações serão em todo Brasil.

Aletheia Vieira/Assessoria de Imprensa do senador José Nery
Foto: Antônio Jacinto Índio

Bancada do PSOL apoia ações pela reforma agrária



Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária

11-Aug-2009

Os deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Geraldinho foram prestar solidariedade e apoio aos trabalhadores rurais do Movimento Sem-Terra e da Via Campesina em ação da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, nesta terça-feira 11. Os trabalhadores ocupam o Ministério da Fazenda, em Brasília, e exigem que Governo Federal invista na promoção da Reforma Agrária no País, além do desenvolvimento dos assentamentos já instituídos.

O MST cobra o descontingenciamento de R$ 800 milhões do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para este ano e aplicação na desapropriação e obtenção de terras, além de investimentos no passivo dos assentamentos. O ato também exige o assentamento das 90 mil famílias acampadas pelo país e o investimento em habitação, infra-estrutura e produção de 45 mil famílias que estão assentadas apenas no papel.

A Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária acontece em pelo menos 11 estados e no Distrito Federal.

sábado, 8 de agosto de 2009

Psol faz campanha por filiados e muda diretoria executiva

07/08/2009 - 10h51
Redação 24 Horas News


Interiorizar o PSOL, conseguindo assim um número maior de filiados. Este é o objetivo da nova diretoria executiva do Diretório Estadual. Pensando nas próximas eleições o partido realizou o Segundo Congresso Estadual com o tema Partido e Socialismo, que discutiu a atual conjunta política mato-grossense, as bases e, principalmente a necessidade de elaboração do plano de governo, visando as eleições de 2010 e estratégias para que o partido tenha uma postura firme em defesa da sociedade.

Adeildo Alves de Moura, secretário de informação do Psol disse que o partido vem ganhando adeptos e ressaltou que o processo de interiorização vem sendo intenso. Segundo ele, o partido deve ter uma chapa forte, com candidatos do interior.

O congresso também foi importante para a eleição da Diretoria Executiva do Diretório Estadual, composta pelos seguintes membros: Presidente: Marcos Magno de Castro Ferreira; Tesoureiro: Wilsom Conceição Lava de Barros; Secretário Geral: Jeová Caetano Júnior; Secretário de Formação Política: Mauro César Lava de Barros; Secretário de Informação: Adeildo Alves de Moura; e Suplentes: Paulo Sérgio Macedo de Souza, Dária Pereira de Souza.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Arquivamento de representações do PSOL é punhalada na esperança do povo


Senador José Nery afirma que existe um "conluio de interesses escusos"
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06-Aug-2009

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB/RJ) arquivou duas das três representações do PSOL durante a reunião do colegiado ontem. A ação de suspeição feita pelo partido para que Paulo Duque se considerasse inapto a analisá-las por ter dito à imprensa que os atos secretos eram uma “bobagem” e que o PSOL “não existia” também foi indeferido por ele. As representações do PSOL contra José Sarney e Renan Calheiros pedem a abertura de investigação por quebra de decoro parlamentar por conta dos chamados "atos secretos" do Senado.

O PSOL considera que as decisões de Duque foram antiregimentais e trabalha na definição da melhor maneira de se voltar contra o arquivamento e o indeferimento do ato de suspeição.

Após a reunião, José Nery apontou a existência de um "conluio de interesses escusos". “Aqui começou a ser servida uma pizza que a população brasileira não aceitará”. O parlamentar defendeu o afastamento do presidente José Sarney do cargo, e afirmou que, caso não haja investigação das denúncias, o Senado não vai funcionar e não haverá "condição de votar matéria alguma". Para ele, "o apego ao poder, a corrupção e a negativa das investigações poderão levar a um grande impasse institucional e vão prejudicar o Brasil e desmoralizar o Senado".

Suspeição - Ainda durante a reunião, quando Nery, após o indeferimento, alertou para que a ação de suspeição deveria ser feita pelo plenário do Conselho, o presidente foi indiferente ao pedido, atitude vista como arrogante pelo senador do PSOL.

Apesar das especulações preliminares de que as denúncias seriam arquivadas pelo fato de Duque fazer parte da “tropa de choque” de José Sarney e a maioria dos integrantes do Conselho de Ética ser da base aliada, Nery revelou que esperava pelo menos que um processo fosse aberto. “A representação é um pedido de investigação que pode ser feito por documentos e depoimentos. Não é uma sentença de culpa. Ao arquivá-la perde-se a chance de pelo menos apurar os fatos apontados”.

O presidente do Conselho de Ética afirmou que as representações apresentam "alegações genéricas e contraditórias", sem documentos de comprovação do conteúdo de matérias jornalísticas. Duque disse também que as denúncias do PSOL "se apóiam em mera suposição" ao afirmar que João Carlos Zoghbi e Agaciel Maia, ex-diretores do Senado, "teriam realizado diversos atos ilícitos, possivelmente com a ciência e/ou conivência de seus superiores".

O parecer sobre a terceira representação do PSOL, voltada contra José Sarney a respeito de desvios de financiamento público para a Fundação do presidente do Senado no Maranhão, deve ser dado até sexta-feira. Paulo Duque também vai se manifestar sobre outras três representações do PSDB contra José Sarney e outras quatro denúncias do senador Arthur Virgílio - duas delas assinadas também pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Fonte : www.josenery.com.br

Nota do senador José Nery


O presidente do Senado falta com a verdade
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06-Aug-2009
O Partido Socialismo e Liberdade, através de seu representante no Senado Federal, senador José Nery (PA), divulga a seguinte nota em referência à nota distribuída pelo presidente do Senado, José Sarney, em que novamente falta com a verdade. Sobre a nota divulgada pelo presidente do Senado, José Sarney na manhã de hoje, o senador José Nery (PSOL/PA) esclarece: - No texto da representação do PSOL ingressada junto à Secretaria Geral da Mesa do Senado Federal no dia 30/06/09, que pede a investigação por quebra de decoro parlamentar de José Sarney, foi publicada uma lista com 15 nomes de pessoas ligadas a ele de alguma forma e que teriam sido beneficiadas com atos secretos. - Consta nessa lista, retirada na íntegra dos sites dos jornais “Folha de São Paulo” e o “O Estado de São Paulo” o nome de Rodrigo Cruz na página 4 da representação. - Na página 3, há duas referências em nota de rodapé com os links dos sites onde a lista poderia ser vista. No site do jornal “O Estado de São Paulo” consta que Rodrigo Cruz foi o servidor ligado ao ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, e não Rodrigo Miguel Cruz que trabalhou no gabinete da ex-senadora Roseana Sarney e é citado na nota divulgada por José Sarney. Rodrigo Miguel Cruz não está na lista publicada pelos jornais referentes a atos secretos. - Conclui-se que ao divulgar a nota, o senador José Sarney faltou com a verdade, pois o PSOL não divulgou na representação o nome de um servidor que não estaria envolvido nos atos secretos. A assessoria jurídica do partido se baseou unicamente nas informações dos dois veículos.
Assessoria de Imprensa do senador José Nery

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Daniel Ortega S. - Plaza de la Revolución - 30 de abril de 2008


"Tenemos que hacer una lucha revolucionaria, y eso pasa, por forjar conciencia de clase. No basta el ser obrero, y eso lo decían los clásicos del marxismo, lo decía Marx... no basta ser obrero para ser revolucionario. Se necesita ¡la conciencia de clase! para ser revolucionario; para no convertirse en un instrumento de la contrarrevolución"

sábado, 25 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

“Nada incomoda mais um canalha que uma pessoa de bem. Fere a auto-estima do canalha saber que há pessoas honestas."


Reforma Ortográfica - BOX – O que muda?


HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"

ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA
No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"

extraido de: http://culturaeducacao.blogspot.com/

Muhammad Yunus — quem é segundo mais votado intelectual?


12 08 2008Este é o segundo da série de perfis das pessoas votadas como os maiores pensadores do mundo de hoje em pesquisa feita pelas revistas Prospect da Inglaterra e Foreign Policy dos EUA no primeiro semestre deste ano.


Veja:

Fethullah Gülen – quem é o intelectual n° 1 do mundo?
Você conhece os 10 mais importantes intelectuais de 2008?

Muhammad Yunus, (Chittagong, 28 de junho de 1940) é um economista e banqueiro de Bangladesh.

Em 2006 foi laureado com o Prémio Nobel da Paz. É autor do livro Banker to the poor (em Portugal, O banqueiro dos pobres, sem edição no Brasil). Pretende acabar com a pobreza através do banco que fundou, do qual é presidente. O governo de Bangladesh é o principal acionista deste banco [Grameen Bank], que oferece ativamente microcrédito para milhões de famílias. Yunus afirma que é impossível ter paz com pobreza.

Muhammad Yunus formou-se em Economia em Bangladesh, doutorou-se nos EUA e foi professor na Universidade de Dhaka. Em 1976, constatou as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra, em um Bangladesh empobrecido e recém-separado do Paquistão. Por não poderem dar garantias, os bancos recusavam-lhes as pequenas quantias que permitiriam comprar materiais para trabalhar e vender, e os usurários taxavam os empréstimos com juros altos.

Muhammad Yunus criou então o Banco Grameen, que empresta sem garantias nem papéis.O banco tem 7.500.000 (sete milhões e meio de clientes) em mais de 70 mil aldeias em Bangladesh. Mulheres são a maioria de sua clientela: elas são 97% dos beneficiários. A taxa de crédito paga de volta, sem danos, sem insolvência é de 98,5%.

O seu lema é: Dê poder aos pobres. [ Empower the poor ]. Ele acredita, por exemplo, que as mudanças na vida cotidiana mundial conseqüentes dos avanços em tecnologia, estão trazendo mais modificações na vida de todos do planeta que não se pode comparar com qualquer tipo de desenvolvimento do passado. Por isso é imprescindível que a tecnologia mais avançada esteja ao alcance de todos inclusive dos mais pobres entre os pobres. Um exemplo do avanço da tecnologia que ele dá, é uso dos telefones celulares que trouxeram grande revolução no modo de vida de milhões e milhões de pobres no mundo.

Yunus criou uma variedade enorme de negócios todos sob o domínio das Companhias Grameen. A maioria destas companhias tem a ver com tecnologia: a maior companhia de telefones celulares de Bengladesh, que também é a maior companhia privada do país, um provedor de internet, uma companhia de produtos eletrônicos, uma companhia de consultoria de negócios na internet, e uma construtora de edifícios com escritórios de alta tecnologia. Yunus ajudou também a criar aproximadamente 25 companhias e instituições tanto em Bengladesh, como em outros países, cujo intento é ensinar aos pobres como saírem da pobreza, como melhorarem seu modo de vida. Entre os muitos negócios que construiu com esta finalidade estão companhias de criação de peixes em tanques, companhias de tecelagem em malha e planos de saúde. Sua maior preocupação no mundo da tecnologia é a invenção de ferramentas tecnológicas que possam vir a ajudar os pobres diretamente, principalmente ajudar às mulheres pobres de países do terceiro mundo.

Quando perguntado por que esta preocupação de colocar alta tecnologia a serviço dos pobres ele responde que não é um seguidor de C.K. Prahalad, autor do livro: The Fortune at the Bottom of the Pyramid. [ traduzido para o português como: A Riqueza na base da pirâmide, publicado pela Editora Bookman: 2005, 391 páginas, acompanhadas por CD]. Porque “os pobres não são os meios de se fazer dinheiro; eles são um mercado que necessita de ajuda. Os ricos não devem enriquecer a custa dos pobres”.

Por outro lado ele nega veementemente que queira acabar com as companhias que trazem lucro. “Elas precisam existir”, ele diz “mas um outro tipo de comércio precisa existir”. E então ele menciona o projeto que Bill Gates lançou no último Encontro de Davos, chamado “capitalismo criativo”.

Ele acredita que empreender é parte da natureza humana. E que sua maior contribuição seria em mostrar que “as empresas sociais podem e devem fazer negócios com objetivos sociais”. Essa é a grande lição a que se dedica.

texto extraído de: http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/08/12/

Camarada Jeová Caetano fala sobre as falsas caridades na TV da baixada Cuiabana

Nathalie Cardone Comandante Che Guevara Hasta Siempre

Por que o PSOL é o partido da juventude?


Mai Tavares Mendes e Marcio Rosa
Sáb, 24 de Novembro de 2007 22:47

A juventude é um dos mais conturbados e ricos períodos da vida. É quando se entra no mundo do trabalho, quando ocorre um choque de visões entre o âmbito familiar e a sociedade, gerando um sentimento de contestação de valores, muitas vezes levando a um questionamento do sistema. É também o setor mais visado pelo mundo do consumo, bombardeado pela propaganda que padroniza a maneira de vestir e o modelo corporal, estabelece a ditadura das modas e, dessa forma, ensina de maneira massiva a não perguntar os porquês. Ao mesmo tempo, é colocado sem direitos ou perspectivas no mundo do trabalho, como um objeto descartável, afinal há tantos outros jovens e velhos querendo o seu lugar.

O jovem brasileiro de hoje é o que cresceu num mundo em que o capitalismo triunfou. Para ele foi ensinado que o socialismo era sinônimo de atraso e de autoritarismo, e que a democracia em que vivemos era o sistema político mais bem acabado de todos os tempos. Por outro lado, participou ou tem referência nas multidões de jovens na rua contra a corrupção no Fora Collor em 92. Também viveu os duros anos FHC, em que viu muitos dos seus direitos serem sucateados, as riquezas nacionais serem vendidas, como no escandaloso leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Pode ser que tenha participado da campanha de Lula em 2002, acreditando que dessa maneira contribuiria para que um novo projeto fosse posto em prática.

Ele viu o PT degenerar nos anos que se passaram. Viu a aliança com o PL, e desconfiou. Depois veio Henrique Meirelles no Banco Central, a Reforma da Previdência retirando os direitos de seu futuro, a liberação dos transgênicos para os grandes latifundiários, a Reforma Universitária privatizando a educação. Veio Também a cooptação dos movimentos sociais, a política de conciliação e os programas assistencialistas: bolsa-família, ProUni, a domesticação da CUT e da UNE. O PSOL surgiu para ser uma alternativa para o jovem que quer lutar e não enxerga onde.

O PSOL é como o jovem brasileiro: pode não ter muita idade, mas sabe que dele depende sustentar as utopias que a “velha esquerda”, adaptada à ordem, fez questão de esquecer. O PSOL é jovem porque mesmo não tendo vivido como partido essa história, traz a experiência de quem passou por ela e não se adaptou ao mais fácil. O PSOL aparece como uma necessidade histórica de mostrar que é possível lutar, que é possível ser socialista sem se render, sem se vender. Porque nos últimos tempos a maior novidade é ser coerente e seguir lutando, com todas as dificuldades que encontramos e continuaremos a encontrar.

O mundo capitalista e neoliberal atinge em cheio esse jovem, lhe privando de cultura e emprego, direitos e prazeres – ele reage de diferentes modos, do hip hop ao movimento estudantil, dos sem terra aos punks, das feministas aos jovens sindicalistas, do movimento negro ao LGBTT*. Ele é negro, mulher, homossexual, índio, sem-terra, sem-teto, quilombola, ribeirinha. Mora na cidade e no campo, e sofre com o desemprego e com a violência, com a situação da educação e da saúde, do transporte e da cultura. Essa é sua luta cotidiana. Essa é a luta do PSOL.

Enquanto todas as autoridades e partidos da ordem silenciaram com a morte de inocentes pela Polícia Militar, o PSOL foi o único a denunciar os abusos militares e a complacência dos governos, a defender os moradores da periferia, dos quais são os jovens os mais afetados. Também está na luta contra os desmandos de grandes empresas como Aracruz, Cargill e Monsanto, que atacam o meio ambiente e as culturas locais de norte a sul do país. Participa e ajuda a organizar a resistência cultural, produzindo e divulgando arte da periferia, organizando iniciativas e centros culturais. Esteve presente em todas as vitoriosas ocupações de reitoria nas universidades de todo o país, lutando contra o sucateamento e a privatização, em defesa da educação pública e de qualidade. Além disso, denuncia a corrupção e luta contra a impunidade, no parlamento e nas ruas.

Em cada uma dessas lutas, o PSOL se fez presente, e são muitas as que virão no próximo período: a resistência diária sem emprego e sem perspectiva, a luta contra as opressões. Para nós, entretanto, não é suficiente. Um novo partido que combate a velha política, um partido jovem e de jovens – essa é a alternativa que o PSOL traz para a juventude brasileira.

(*) Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Transexuais.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Convenção Coletiva de Trabalho 2009, vitória do trabalhador



A negociação 2009 teve início ainda no ano de 2008, exatamente no mês de novembro, onde foi realizada a primeira assembléia com os trabalhadores e traba-lhadoras da indústria gráfica do estado de Mato Grosso, ficaram definido os pontos de reivindicações tanto salarial como aumento no piso das categori-as, inclusão de novas funções como é o caso do operador de CTP e muitas outras questões, neste mes-mo mês foi encami-nhada ao sindicato dos patrões.
O que não foi de surpreender, é o fato de que a entidade representativa dos patrões na indústria gráfica, não ter dado à mínima atenção a pauta de reivindicações dos trabalhadores, sem ao menos encaminhar uma contra proposta à categoria.
Resultando que foi estendendo em reuniões de mês a mês, até chegar ao mês de maio como no ano passado. Porém a categoria está de parabéns pela coragem e persistência, pois não fugiu à luta, as assembléias aconteceram na sua maior parte em praças públicas, e até embaixo de chuva no período noturno, o resultado foi uma vitória.
Pois os patrões queriam dar apenas 3%, a classe persistiu e com a união de grande parte dos trabalhadores se chegou aos 8%, e ainda não permitiu que fosse derrubado direitos já conquistado em outros anos, como o anuênio, o trabalhador mostrou sua força e imprimiu seu recado de que não se intimida frente a burguesia, apenas quer o que lhe é de direito.
A diretoria do STIG/MT, se orgulha em saber que tem lutado por pessoas de valores ímpares, homens e mulheres que valorizam o ofício que escolheram.

PAP – Programa de Alimentação do Trabalhador


PAP – Programa de Alimentação do Trabalhador: Empresas que fornecem o almoço aos seus funcionários, não podem descontar mais que 20% do valor da refeição, existem empresas que estão descontando até mesmo o valor integral, DENUNCIE, o sindicato está recendo as reclamações e promete fiscalizar.
BANCO DE HORAS: Têm chegado comentários aos ouvidos da diretoria do Sindicato que existem gráficas que estão implantando Banco de Horas com seus funcionários, é ilegal e prejuízo ao trabalhador, mesmo porque o Banco de Horas tem que ter o aval do sindicato em comum acordo com os funcionários, assim está na Convenção Coletiva e é Lei. Essa é mais uma maneira do patrão ganhar mais sobre o trabalhador não pagando horas extras, companheiro não aceite esta situação, denuncie ao sindicato.

O trabalhador tem que se politizar





Assuntos da política nacional e regional têm que fazer parte do cotidiano do trabalhador, só assim poderá entender e formar uma opinião política e não agir como uma boiada sendo conduzida por alguém.
O trabalhador não é boi, tem um senso de escolha próprio, ainda mais, tem o poder do voto, é hora de saber usar esta arma, saber votar. Só se politizando, se chega a excelência da escolha certa. Não é verdade que não existam pessoas de bem, com ideologias em prol do trabalhador, se disponibilizando para ser votado a um pleito eleitoral. O que acontece é que o poder do capital fala mais alto, e assim tornando uma luta injusta no campo eleitoral. Companheiros temos que tomar conhecimento dos fatos e pesar na balança, fala bonita ou programas televisivos não mostram o verdadeiro caráter de um cidadão. Por isso não se deixe enganar.

por: Adeildo Alves

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Estado de Mato Grosso

PSOL realiza 2º Congresso Estadual em Mato Grosso


Aconteceu no dia 11 de julho o 2º Congresso Estadual do Partido Socialismo com Liberdade – PSOL, o evento foi realizado na sede do Partido situado na rua Barão de Melgaço, nº 3988 – sala 105, no centro de Cuiabá, e contou com a presença dos delegados estaduais credenciados do Partido, sob a direção do presidente estadual Sr. Marcos Magno, foi discutido a atual conjuntura política no estado de Mato Grosso, as bases, e a elaboração de plano de governo para Mato Grosso, visando as eleições de 2010 e estratégias para a interiorização do PSOL, visto que é um partido de postura firme em defesa da sociedade.
O PSOL pretende abrir uma campanha de filiação partidária, segundo disse o secretário de informação Adeildo Alves, o momento é propício, pois a sociedade tem uma excelente visão do PSOL, por ser um partido que defende as lutas da sociedade em geral, principalmente dos trabalhadores, tanto da cidade quanto no campo, e o partido em sua maioria é composto por trabalhadores e não políticos profissionais hereditários.
Também neste congresso foi eleita a Diretoria Executiva do Diretório Estadual, composta pelos seguintes membros: Presidente: Marcos Magno; Tesoureiro: Wilsom Conceição; Secretário Geral: Jeová Caetano; Secretário de Formação Política: Mauro César; Secretário de Informação: Adeildo Aloves; e Suplentes: Paulo Sérgio e Dária Pereira.
O partido está se estruturando e fortalecendo sua base, para na próxima campanha eleitoral mudar o quadro político em Mato Grosso, nas eleições de 2010 pretende trazer nomes de trabalhadores idôneos, pessoas politizadas que querem acima de tudo contribuir para com a sociedade, não apenas usar uma cadeira no parlamento ou no executivo, mas trazer propostas e soluções. Finaliza Adeildo Alves.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Minha Luta


Este blog tem a finalidade de comentar, denunciar e principalmente criticar os acontecimentos de uma forma geral em nosso país e no mundo. O título deste blog, pode parecer relacionado com o título de uma obra desprezível que regeu a alemanha no período Hitler. Pois bem, nada tem a ver este bloh com aquele episódio em nenhum dos seus aspectos. Minha Luta é pela Justiça, Moral, igualdade, não ao preconceito, ..., onde acredito que apenas pode ser combatido ao atacar o processo como um todo. Politizando a população.....