quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vamos a luta!

Como muitas pessoas, eu tenho feito questionamentos ao longo da vida, porque há tanta diferença social?, e com tamanha diferença?, o social não passa de uma palavra vaga e vazia e abstrata, que tem servido apenas para discurso de políticos profissionais (pessoas que a vida toda ou quase toda ocupa cargos eletivo nos poderes) demagogos e falsários, que usam a massa populacional apenas para manobra de seus interesses, e os interesses dessa massa? Falta saúde, segurança, educação, emprego, moradia digna, falta, falta, falta.... coisas que segundo a constituição é dever do estado “governantes (poderes executivos, legislativos e judiciários) garantir o cumprimento deste direito ao cidadão, se é que posso dizer assim, já que a definição de cidadão segundo o dicionário Aurélio é basicamente a pessoa que cumpre seus deveres e goza de seus direitos. O governo gasta fortunas com propagandas formando opinião na população de que está tudo bem, mas será mesmo? É como disse o colega de faculdade Jair, o governo através dos meios de comunicação coloca na cabeça da população para não reagir a situações de que ele chama de risco, nisso pressupõem que ele o governo quer a população como carneirinhos, sendo pastoreado, sem o mínimo de consciência ou opinião própria.
Outro dia discutíamos eu e uns colegas de curso da UFMT, como poderíamos, nós povo, mudar essa realidade triste? Temos que mudar o pensamento político da população, fazer valer os direitos e cumprir os deveres, entre eles zelar pelo social de nossa cidade, estado e país, a única maneira de quebrar esse vício político que se instalou é entrar na política e fazer política de uma forma diferente, voltada ao social, em parceria com a população.
Meu nome foi sugerido por companheiros sindicalistas para pleitear a campanha de vereador por Cuiabá, dizendo eles acreditarem em mim, pelas lutas da qual tenho participado, pelos trabalhadores e suas famílias, que é o que chamo de social. Até aceito esta sugestão, se a sociedade for à luta comigo, pois se for eleito, eu, pretendo utilizar uma nova forma de legislar em Cuiabá, que tenho certeza, vai incomodar muita gente, mas não é isso que me incomoda, desde que a população esteja satisfeita.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Convenção Coletiva 2011 dos Gráficos de Mato Grosso


Todos os trabalhadores nas indústrias gráficas no estado de Mato Grosso devem receber um reajuste salarial de 7,5% (sete e meio por cento) que incidirá sobre os salários do mês de dezembro de 2010.
A garantia deste aumento teve seu início no mês de novembro de 2010, com a assembléia geral dos trabalhadores e em seguida com várias rodadas de reuniões com o patronal, que iniciou com uma oferta de 6%, mas com uma persistência da comissão de negociação dos trabalhadores alcançamos os 7,5% em janeiro, coisa que a muito não acontecia, fechava-se o acordo em anos anteriores sempre no mês de maio. Não era o esperado, mas está acima da inflação.

Curso de formação sindical




A Força Sindical do estado de Mato Grosso empossou nova diretoria que começou com muita vontade de trabalhar. Já ministrando um curso de Formação Sindical logo na semana 11 e 12 de fevereiro em que empossou a nova diretoria. No curso participaram todos os sindicatos de vários seguimentos de trabalhadores filiados a Força Sindical, assim como o Stig/MT nas pessoas do Presidente José Guilherme e do Secretário Adeildo Alves. O curso trouxe uma melhora na visão entre dirigente sindical e trabalhador sindicalizado e até a própria sociedade, através de técnicas de comunicação, estratégias de mobilização e negociação, os participantes sentiram-se gratificados à Força Sindicai do Estado pela oportunidade na certeza de que este é um sinal de apoio aos sindicatos por parte da Força Sindical.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pátria Madrasta Vil (Clarice Zeitel Vianna Silva)


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma redação sobre ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’.
Esta redação de Clarice foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.
Vejam a seguir o texto dela… ainda há boa luz no fim do túnel-Brasil !


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?